“O Autór Jardins nasce do desejo
de deslocar o ato de habitar
para um campo expandido, no qual
a arquitetura se torna suporte de experiências simbólicas.”

KÁTIA D’AVILLEZ

Trata-se de inscrever a vida cotidiana em uma rede de relações mais ampla, em que arte e arquitetura não aparecem como domínios autônomos, mas como camadas de uma mesma espacialidade.

A noção de “Brasilidade Contemporânea”, que orienta nesta curadoria, constitui-se como um campo em permanente transformação, no qual tradições artesanais, repertórios vernaculares e pesquisas inovadoras encontram pontos de contato. O objetivo é revelar um território comum no qual temporalidades distintas — o artesanal e o industrial, o local e o global — possam se sobrepor.

Nesse percurso, o convite a nomes como Vivian Coser, Zanini de Zanine, que assinam o projeto de interiores do empreendimento, e Domingos Tótora configura uma rede de referências construída a partir da diversidade material: o cobre, o metal, a pedra, a madeira, o papel. Matérias que, ao serem reconfiguradas, se tornam linguagem. Entre esses diálogos, destaca-se a obra de Domingos Tótora, cuja poética transforma papelão reciclado em painéis que remetem à paisagem mineira, mas também à urgência planetária da sustentabilidade. Sua prática, ancorada em um lugar de origem, desloca-se para uma dimensão universal, onde a memória afetiva encontra o horizonte global.

O Autór Jardins, assim, não é apenas um empreendimento imobiliário, mas um gesto que propõe articular moradia, cultura e produção autoral em um mesmo plano de existência, tensionando limites entre arte, design e arquitetura.

— Kátia d’Avillez

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